Quem são as monjas carmelitas?

     As Monjas Carmelitas são também chamadas de Irmãs da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, porque a nossa Ordem nasceu no Monte Carmelo (Palestina), marcado pela presença e pelo Espírito de Elias e sob a proteção materna da Virgem Maria, como uma fraternidade de Irmãos contemplativos e orantes. Ao passarem para a Europa, em 1238, a Igreja os incluiu entre as Ordens Mendicantes, unindo a vida apostólica à contemplativa.

   Algumas mulheres encantadas por esta Espiritualidade se comprometeram com os vínculos da Ordem, semelhante aos frades (Ordem Primeira). Assim, a Bem-aventurada Virgem Maria começou a ser venerada também pelas mulheres, surgindo a Ordem Segunda, que são as Monjas. Desde o início, surgiu grandes mulheres que enriqueceram a expressão feminina da Ordem. Entre elas, encontra-se a Beata Francisca de Amboise (+1485), fundadora e animadora de diversos mosteiros carmelitas juntamente com o Beato João Soreth (+1582) e Santa Maria Madalena de Pazzi (+1607), que com a plenitude de sua vida e santidade, foi uma contínua e premente afirmação da grandeza e gratuidade do Amor de Deus.

     O compromisso de viver em “Obséquio de Jesus Cristo”, encontra nas monjas uma forma própria de expressar na Igreja seu ideal contemplativo na forma como nasceu e continua vivendo o Carmelo. Sentindo-se parte viva do coração da Igreja e do mundo, as monjas compartilham a sua experiência Claustral (Liturgia das Horas, espiritualidade, intercessão e Celebração Eucaristia) acolhendo com alegria e generosidade todos os que se aproximam do Mosteiro, na fidelidade ao seu estilo de vida de clausura.

     As Monjas Carmelitas, fiéis à rica tradição da Ordem do Carmo, prestam um serviço inestimável ao povo de Deus, consumindo a sua vida na presença de Deus, no ardor da oração e do zelo apostólico próprio de seu estilo de vida. Na semelhança de Elias, Pai Inspirador da Ordem, assume a linha profética como característica da sua própria vida, orientada para a escuta interior da Palavra de Deus e para o testemunho particular do Deus vivo e das exigências de seu Reino. Em íntima união com Maria, propõe-se a viver o mistério da sua vida interior e da união íntima com Deus, em Cristo Jesus.

     Vivendo em “Obséquio a Jesus Cristo, servindo-o de coração puro e reta consciência”, as monjas continuam sua missão de serem “quais abelhas diligentes oferecer ao mundo o mel da doçura espiritual”.  A missão da Carmelita é orar e amar; viver a oração com amor, imolar-se pela Igreja e pelas almas, principalmente pelos Sacerdotes. Seu “apostolado” é, em verdade, desconhecido e oculto.

     Este apaixonado e desinteressado amor à Igreja, ao povo que caminha na luta da vida, é um aspecto característico do Carmelo e mais explicitamente da Monja Carmelita contemplativa. As alegrias e as angústias dos irmãos tocam o coração da Carmelita. Sua vida na clausura, na solidão, no silêncio não é impedimento, mas sim instrumento para que possa “sentir” o coração oprimido, machucado, abatido dos irmãos de caminhada, indicando-lhes a fonte da luz, da paz, da alegria e do amor: que é Jesus Cristo, a Boa Nova reveladora do amor inalterável e infinito do Pai.

     As Monjas encontram em Nossa Senhora “a imagem perfeita do que a Carmelita deseja e espera ser”. Assim, cada mosteiro será como um cenáculo onde, em companhia de Maria, a Mãe de Jesus, as monjas imploram, através da oração, a ação do Espírito Santo no Pentecostes permanente da Igreja.

     Caso você sinta-se chamada a um estilo de vida de total entrega a Deus, entre em contato conosco, e conheça nosso estilo de vida, marcado pela busca apaixonante por Deus, pela intensa vida de oração litúrgica e meditação silenciosa, pelo zelo ardente a fim de que Jesus Cristo seja amado, pela entrega total da vida por toda a Igreja e a humanidade, e pelo intenso desejo de imitar a Virgem Maria e o Profeta Elias.

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Elaborado pelas Monjas Carmelitas do Mosteiro Mater Carmeli de Paranavaí,

 baseado nas Constituições das Monjas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada

 Virgem Maria do Monte Carmelo (cap.VI).